Nada chega à mente sem antes passar pelos sentidos. Eles são como antenas: captam imagens, sons, palavras, acontecimentos e experiências que, pouco a pouco, passam a compor o nosso mundo interior.
Pensamentos, sentimentos e emoções, ordenados ou não, encontram suas raízes naquilo que experimentamos e na maneira como assimilamos essas experiências.
Aquilo que consumimos nos molda.
Filmes, músicas, novelas, livros, conversas, redes sociais, ambientes e relações — tudo aquilo que vemos, ouvimos, fazemos ou padecemos exerce influência sobre a nossa vida interior.
Esse material está para a mente como o alimento está para o corpo. Assim como precisamos observar o alimento que damos ao corpo, também deveríamos prestar atenção àquilo com que alimentamos a nossa mente.
Aquilo que assistimos nos ajuda a compreender melhor a vida? As músicas que ouvimos elevam, educam ou enriquecem de algum modo nossa sensibilidade?
As conversas das quais participamos acrescentam alguma coisa?
Ou estamos apenas acumulando distrações?
Nem todo entretenimento precisa trazer uma grande lição. O descanso e a diversão também têm seu lugar. O problema começa quando a distração deixa de ser descanso e se transforma em fuga: fuga do silêncio, da reflexão e, muitas vezes, de nós mesmos.
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Lições que aprendi com o querido Prof. Olavo de CarvalhoComentários
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